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4 de dezembro de 2012

A estreia do PET verde.

por innovacentro

A Ambev, maior empresa de bebidas do país, lança a primeira garrafa de PET 100% reciclado — e com isso tem a ambição de mudar o status do plástico no Brasil.

Quando o assunto é reciclagem no Brasil, não há disputa em relação a um fato: a latinha de alumínio é a estrela. Mais de 98% do que se consome dela no país volta para a indústria. Um feito que é impulsionado, sobretudo, por seu valor: 1 tonelada de alumínio prensado vale hoje 3 100 reais.

Outros materiais, porém, não têm o mesmo status. Um exemplo são as embalagens de plástico PET. Seu índice de reci­clagem é de 57%. Por esse motivo, um volume enorme do material ainda vai parar em lixões ou é simplesmente descartado em terrenos baldios e rios.

No início de novembro, no entanto, a Ambev, maior fabricante de bebidas do país e também uma das maiores consumidoras de PET, deu um passo com a intenção de conferir ao plástico, no médio prazo, a mesma atratividade que atualmente tem a lata de alumínio. A empresa começou a introduzir no mercado o guaraná Antarctica de 2 litros em uma garrafa de PET que é 100% reciclado.

Ou seja, se até então essas garrafas de guaraná já eram verdes na cor, agora elas ficaram verdes mesmo, porque serão feitas de embalagens de PET descartadas.

A corrida da Ambev para lançar a garrafa PET 100% reciclado começou em 2009, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), depois de oito anos de discussões, permitiu que o PET reciclado fosse usado em embalagens de alimentos e de bebidas. A Coca-Cola, sua principal concorrente, conseguiu fazer barulho primeiro ao lançar, em 2011, uma embalagem produzida com 20% de PET pós-consumo.

A Ambev demorou mais tempo para encontrar fornecedores aptos a dar conta do desafio. Até o final deste ano, 12% das embalagens PET de 2 litros do guaraná Antarctica serão 100% recicláveis. Para 2013, a meta é chegar a 20%.

Isso significa reintroduzir no mercado 66 milhões de garrafas PET descartadas — ou sete piscinas olímpicas do material prensado que poderia ser destinado a aterros. “Com isso, vamos aumentar a demanda pelo PET e estimular a reciclagem desse material”, diz Ricardo Moreira, vice-presidente de refrigerantes e não alcoólicos da Ambev.

Fonte: Exame.com  publicado em: 24/11/2012size_590_supermercado-rio-de-janeiro

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