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16 de outubro de 2012

Importância da inovação para pequenas e médias empresas

por innovacentro

Não é de hoje que se discute o quão importante para as grandes empresas é abraçar a prática de inovação. O espírito inovador como agente de transformação e de aprimoramento é algo que está mais presente à medida em que as sociedades se tornam mais evoluídas. Todos querem se sentir diferentes, ter algo que os diferencie dos demais, algo que seja desejado pelo grupo em que está. Esta é a nossa realidade.

Inovação pode ser classificada, segundo seu impacto nos negócios, mercados e na vida das pessoas, em três abordagens básicas:

  • Inovação de ruptura – criar algo novo ou uma dimensão nova para alguma coisa que já existe, que atenda a uma demanda existente ou a uma demanda totalmente nova, nem sequer pensada pela maioria das pessoas;
  • Inovação de expansão ou de adjacências – criar uma nova forma de fazer algo existente ou vender algo existente em um mercado novo;
  • Inovação incremental – otimizações que melhoram os atributos em produtos ou serviços existentes de forma discreta, porém percebida como positiva.

É importante termos em mente que inovação não é apenas criar um produto novo, e a partir daí entendermos porque é tão importante para empresas de todos os tamanhos, não devendo se restringir à agenda de grandes empresas.

O ambiente de negócios turbulento e cada vez mais competitivo é uma tendência de difícil reversão. Dados do IBGE indicam que de 2000 a 2010 o número de micro e pequenas empresas no país se elevou em 45%, saltando de 4,2 milhões para mais de 6,1 milhões de empresas. Se o consumo ampliado tende a compensar, o amadurecimento do mercado tende a apresentar consumidores cada vez mais exigentes e empresas dispostas a competir de forma feroz para dominar uma fatia maior de mercado. Não dá para ser uma empresa que não investe, apenas colhendo resultados. Os investimentos para diferenciação, para criação de um algo mais, frequentemente fazem parte da aspiração dos empreendedores, em especial daqueles que estão à frente de micro, pequenas e médias empresas. Em geral estas empresas são ainda mais vulneráveis devido a, em grande parte, participarem de negócios em mercados com baixas barreiras de entrada, ou seja, é relativamente fácil a instalação de novos competidores desde que tenham o capital para o investimento.

A inovação funciona então como uma porta para a diferenciação no mercado. A qualidade da inovação vai definir o quão longe sua empresa se distanciará da concorrência e por quanto tempo, até que seja imitada. Mesmo empresas que trabalham com foco em preço devem estar atentas. Inovar a organização das operações, criar novos processos e novas formas mais baratas para fazer o mesmo produto pode ser a chave de competitividade em mercados orientados por preço. Custos menores permitem que a empresa tenha preços menores, alavancando o volume, ou tenha preços equiparados, com melhores margens e assim ampliando sua geração de caixa e portanto sua capacidade de investimento e remuneração dos acionistas, atraindo portanto mais capital.

Criar produtos novos é a parte mais visível da inovação, que apresenta uma relação de causa e efeito mais explicitada. É fácil ver quando um produto novo gera mais vendas e ajuda a empresa a assumir liderança em determinados mercados. Porém, estas inovações icônicas que a mídia costuma exaltar na realidade são raras e frequentemente são aprimoramentos de produtos existentes já criados, porém por alguma razão incompletos. Quando o ipod foi criado, já havia no mercado outros tocadores de MP3. Mesmo o iPod só foi considerado revolucionário quando agregou a possibilidade de comprar músicas de forma individual a baixíssimo custo, através do aplicativo iTunes. Antes disto tinha uma venda apenas mediana. É importante frisar isto para deixar claro que inovar requer trabalhar em todas as dimensões de um determinado produto ou serviço. Nem sempre criar algo totalmente novo é o caminho.

De qualquer maneira, criar algo revolucionário acontece quando o mercado passa a enxergar aquele produto ou serviço como algo que nunca havia aparecido antes ou que nunca havia tido aquele conjunto de apelos ou atributos. Qualquer empresa é capaz de inovações de alto nível. Porém, não é apenas uma questão de possuir os cientistas ou gente técnica criativa. É preciso pensar no todo e cultivar os comportamentos corretos. Inovação é timing, perseverança, estudo, recursos, além de um apurado senso para negócios.

Acredite portanto, que a competitividade de sua empresa neste momento e principalmente em um futuro próximo, está intimamente ligada ao quanto sua empresa é capaz de surpreender, fazer diferente. E surpreender não apenas aos clientes, mas também os seus próprios concorrentes. Em seu dia-a-dia, não importa se você dirige uma farmácia, restaurante, oficina mecânica, escritório de serviços, empresa terceirização ou um grande plano de saúde, a forma como você se reinventa definirá suas chances de sucesso daqui para a frente.

Aproveite e faça uma auto-avaliação, e veja quanto o seu negócio evoluiu nos últimos 12 meses, o quanto seu produto se modificou e ampliou ou melhorou seus atributos para satisfazer à demanda de seus clientes. Se tudo continua igual ou com pouca diferença, não se desespere. Apenas comece, crie uma organização que inove e comece a destravar o potencial do seu negócio.

Publicado por Marcelo Sousa no Design de Serviços BR.

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