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24 de agosto de 2012

Inovação funciona como ‘paraquedas’ para a empresa durante periodos turbulentos, defende consultor

por innovacentro

A estratégia funciona como um paraquedas que permite um pouso mais suave em meio a quedas-livres, afirma Maximiliano Carlomagno, sócio da Innoscience Consultoria em Gestão da Inovação.

A inovação é a melhor saída para períodos de crise. Pensar em novas ferramentas e métodos de trabalho que elevem a produtividade e desenvolver produtos que ajudem a aumentar o faturamento são algumas das saídas para manter a empresa competitiva enquanto outras apertam os cintos. A estratégia funciona como um paraquedas que permite um pouso mais suave em meio a quedas-livres, afirma Maximiliano Carlomagno, sócio da Innoscience Consultoria em Gestão da Inovação.

Veja mais: Tecnologia é responsável por encaixar a inovação dentro da estratégia da empresa

Segundo ele, “em um cenário de crise, as empresas costumam reduzir os custos e enxugar os lucros para sobreviver, mas as que prezam pela inovação têm nessa cultura uma forma de cair menos do que as outras”.

Nada garante que a companhia fique imune aos efeitos adversos dos momentos de pessimismo econômico. “Mas é certo que, quando o ciclo volta a ficar positivo, a inovação já deixa as empresas em uma posição privilegiada.”

Veja mais: Novo Código de Inovação surge para melhorar ambiente regulatório de pesquisa e desenvolvimento

O consultor falou sobre assunto após o comitê aberto de Inovação, realizado na Amcham-São Paulo na última quarta-feira (18/07), que debateu a importância das ferramentas de tecnologia da informação (TI) na gestão da inovação nas empresas.

Precificando a inovação

Segundo ele, uma das hipóteses para a eficácia da inovação como paraquedas é dada pelo próprio mercado. “A melhor evidência que temos desse movimento vem do mercado de capitais, que quando precifica ações de empresas reconhecidamente inovadoras aposta que essas companhias terão maior geração de riqueza futura e poderão gerar fluxos de caixa positivos, mesmo que o mercado caia”, afirma.

“Empresas inovadoras garantem esse fluxo atraente por ter a capacidade de renovar sempre seu modelo de negócios, seja na composição de sua forma de operar, reduzindo custos, reagrupando em função das novidades com maior velocidade de adaptação e respostas”, defende.

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Para ele, cada empresa se prepara de uma maneira para as crises, “mas o ideal é deixar sempre algo reservado e preparado para que a inovação e as oportunidades tenham como ser concretizadas e a empresa não morra por causa de uma crise”.

Costuma-se dizer que, em crises, as empresas devem cortar investimentos de inovação, mas isso é um mito, como defende o consultor. “Uma forma de garantir atenção para inovação é separar investimentos do orçamento especificamente para esse fim com espectro de dois a três anos sem que possam ficar suscetíveis às flutuações de mercado. Outra alternativa é desenvolver novas fontes de recursos junto a clientes, parceiros, fornecedores e outros organismos de fomento existentes.”

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O ideal é que a empresa seja capaz de perceber como a inovação pode colocar sua empresa no caminho da competitividade futura.

Índice de inovação

A Innoscience Consultoria analisou o desempenho das empresas mais inovadoras da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e montou uma carteira com 31 empresas apontadas como as mais inovadoras por anuários de revistas que cobrem negócios. As cotações destas empresas formam o indicador batizado de 3i.

Pela pesquisa feita pela consultoria, entre janeiro de 2007 e junho de 2011 o índice superou o Ibovespa em 67,9 pontos percentuais. Enquanto o termômetro das principais ações negociadas na Bolsa valorizou-se 150,3%, o índice das 31 empresas mais inovadoras subiu 218,2%.

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A pesquisa mostra que “as ações das empresas inovadoras mantiveram-se acima da média durante todo o período analisado, acumulando um desempenho superior ao do Ibovespa”.

Scott Anthony, sócio presidente da consultoria Innosight, escreve no livro The Silver Lining: An Innovation Playbook for Uncertain Times (Harvard Business Press, 2009, sem tradução em português) que a inovação é uma característica importante para diferenciar as empresas e que o melhor momento da dar o salto costuma ser uma crise.

“A história mostra que a inovação floresce sempre, não importa quão sombrios os tempos possam parecer. Fazer a empresa olhar para trás e lembrar da crise como o começo do fim ou como o início de uma transformação depende das ações dela.”

Segundo ele, as turbulências, como as vistas em 2008, são demonstrações claras de que inovar é uma necessidade para explorar novas oportunidades e manter a empresa viva em meio à crise.

Tecnologia não é barreira

Carlomagno diz que a barreira a inovação passa longe do aspecto tecnológico. “Inovar é uma questão organizacional”, afirma.

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“Nenhuma empresa deixa de inovar porque não detêm certas tecnologias, mas porque não investe seu capital da maneira correta, não permite que as pessoas tentem coisas novas ou não abre tempo e espaço para o debate de novas ideias e para a avaliação de processos fora do comum.”

Um exemplo dado pelo especialista é o da Palm, que era líder no setor de computador de mão antes da disseminação dos smartphones e tablets. “Ela era líder desse segmento e sumiu porque não percebeu a evolução dos celulares e dos apps. Sem renovar seu modelo de negócio ela foi comprada pela HP e foi praticamente descontinuada.”

Segundo ele, a questão não era de ela não ter tecnologia para virar um telefone, porque os celulares já eram bastante utilizados. Faltou à empresa o insight de que o aparelho que ela produzia e os celulares pudessem se juntar numa coisa só para facilitar a vida do cliente.

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“O que ela não teve foi o input organizacional de suas lideranças e da tomada de decisão para alocar recursos em novas oportunidades que pudessem ser relevantes no futuro.”

Publicado no Site da  Amcham , em 23/07/2012.

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