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20 de agosto de 2012

A utilização de dinâmicas em treinamentos de Gestão da Inovação

por innovacentro

Este artigo propõe apresentar como a utilização de dinâmicas em treinamentos, especificamente de Gestão da Inovação, torna-os mais efetivos e dinâmicos.

O caso que trago é da própria Innoscience Consultoria em Gestão da Inovação. Percebíamos que durante nossos treinamentos e workshops havia certa dificuldade em associar teoria e prática. Os treinamentos, em geral, são constituídos basicamente de transmissão de conteúdo teórico sobre Gestão da Inovação, apresentando em alguns momentos exemplos práticos de empresas, produtos e cases inovadores. No entanto, ficava nítida a ausência de aplicação da prática que permitisse que os participantes explorassem seu potencial criativo e fixassem o conteúdo apresentado.
Historicamente, a primeira utilização da expressão dynamis ocorreu quando Kurt Lewin iniciou sua pesquisa sobre os grupos com o objetivo de ensinar novos comportamentos em grupo substituindo o método tradicional e sistemático de transmissão de conhecimentos.
As dinâmicas de aprendizagem são alguns tipos de técnicas e exercícios que estimulam o raciocínio, a percepção e a fixação do conteúdo estudado. As técnicas de aprendizagem permitem o desenvolvimento do processo coletivo de discussão e reflexão sobre determinado tema, além de expandir o conhecimento individual, coletivo a fim de enriquecer seu potencial e conhecimento, aliando a prática à teoria. Além disso, as dinâmicas participativas possibilitam a criação, a formação e a transformação, induzindo os participantes à elaboração e execução de tarefas.
O mundo contemporâneo é repleto de mudanças, exigências e desafios onde tudo evolui de forma extremamente rápida, sendo essencial que acompanhemos este progresso. Dada esta acelerada evolução, infere-se que o conteúdo hoje ensinado se torna ultrapassado ligeiramente, assim, há um novo desafio que é deixar de ensinar apenas o que já é conhecido e passar a preparar as pessoas para o questionamento, reflexão, mudança e criação.
Nos últimos anos, tem-se reparado que as estratégias direcionadas para aumentar a produtividade criadora e o fortalecimento de habilidades criativas ocupam um lugar central nos grandes e inúmeros centros e institutos de criatividade. No Brasil, observa-se uma falta de conhecimento e de reconhecimento sobre a capacidade e o tamanho potencial do ser humano que deixa de ser explorado ou é aproveitado de forma limitada. Pode-se dizer, ainda, que as capacidades dos indivíduos são inibidas e bloqueadas pela falta de encorajamento, de estímulo e de um ambiente propício ao desenvolvimento da criatividade.
Ao buscar soluções para a resolução de problemas da rotina, estão em condição vantajosa aqueles que usam habilidades criativas e que buscam a melhor solução após uma análise de todas as possíveis. A indução da criatividade parte da utilizam dessas técnicas e, assim, é necessário “brincar” com as ideias, com seu processo de geração. Destaco ainda que, além de estimular o indivíduo a inovar, é necessário atingir o ambiente social e as pessoas à sua volta. A criatividade do ser humano pode ser facilmente bloqueada e inibida se não houver estímulos externos, reconhecimento e ambiente favorável.

Técnicas e instrumentos para auxiliar a fixação de conteúdos sobre inovação e estimular a criatividade:

Dado o contexto contemporâneo em que estamos inseridos, apresentado logo acima, o novo desafio das empresas é a transformação de seus colaboradores em agentes de mudança e, para isso, é necessário utilizar e aproveitar o conhecimento de cada indivíduo.
Especificamente, com relação à gestão da inovação, o comportamento do ser humano voltado para a inovação é, hoje, pouco apurado em função de termos sido ensinados a resguardar as nossas emoções em determinadas situações com receio de gerarem perda ou insucesso. A proposição de algumas técnicas tem justamente o objetivo de reverter esta situação de bloqueio e inibição do comportamento inovador. Propomos, neste sentido, uma série de atividades que utilizam instrumentos específicos para a indução de novas ideias, organização dos pensamentos existentes e, principalmente, fixação de conteúdos com a conexão com a prática.
As dinâmicas ajudam a explorar as habilidades e experiências que podem gerar novos conhecimentos e ações que aprimorem o processo de aprendizagem no cenário corporativo. Neste sentido, há vários fatores que influenciam a maneira de aprendizado de cada pessoa, tais como: motivação, conhecimento prévio, habilidades, suporte da liderança, clima de aprendizagem, objetivos, conteúdo e formato de ensino. Considerando estes elementos, infere-se que a organização deve identificar o perfil de seus colaboradores a fim de aplicar as dinâmicas corretas para conseguir promover a criatividade, o senso crítico e a absorção do conteúdo.
A partir do entendimento de que uma técnica de aprendizagem, para ter caráter educativo libertador e pedagógico, tem de ser utilizada com objetivos bem definidos, com temas específicos e, principalmente, deve ser aplicada de acordo com o perfil dos participantes com os quais se está trabalhando, a Innoscience desenvolveu suas dinâmicas categorizando-as de acordo com suas funções: reflexão, diagnóstico e proposição.

Dinâmicas de Reflexão:
As dinâmicas de reflexão propõem a tomada de consciência e análise de fundamentos, conceitos e razões. As reflexões, a partir das dinâmicas, têm o objetivo de estimular os participantes a posicionarem-se a partir do conjunto de informações transmitidas, neste caso, os conteúdos apresentados. Desta forma, propomos uma reflexão abrangente, questionadora e “investigativa”, motivando o aluno para pensar além do que foi apresentado buscando diferentes perspectivas e ideias.

Dinâmicas de Diagnóstico:
As dinâmicas de diagnóstico têm como objetivo fazer com que os participantes visualizem e conheçam sua empresa e equipe, identificando seus potenciais e suas dificuldades. Fazer um diagnóstico da organização poderá contribuir para melhores tomadas de decisão e as dinâmicas servirão de instrumento para constituir uma visão global e definir um roteiro do processo decisório. As dinâmicas com a função de diagnosticar auxiliarão os participantes a obter uma visão clara, simples e precisa do conjunto do negócio e dos times.

Dinâmicas de Proposição:
As dinâmicas de proposição objetivam justamente que os participantes apresentem ideias novas e diferentes. Estas dinâmicas induzem o aluno a refletir e a desenvolver algo novo, diferente do que já foi apresentado. Os exemplos apresentados pelo instrutor, os instrumentos e ferramentas disponíveis servirão de apoio e permitirão que o aluno construa, mesmo que de forma simplificada, um modelo de negócio.

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Disposições finais:
A utilização dessas atividades tem como objetivo fixar o conhecimento teórico transmitido aos participantes e tornar os treinamentos mais interativos.
É importante ressaltar que os conteúdos, temas e problemas abordados em cada uma das dinâmicas são adaptados a cada cliente e grupo de treinamento para que se possa identificar os impactos da atividade no negócio de cada um.
As dinâmicas aqui apresentadas foram testas e já aplicadas em treinamentos da Innoscience. Uma avaliação realizada com os participantes após o evento – e comparada com avaliações anteriores – mostro resultados bastantes satisfatórios, significativamente melhores nos fatores que envolvem a utilização de dinâmicas e associação de prática e teoria.

Natália Malta Alquati

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