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19 de julho de 2012

Twitter descobre lucros no celular

por innovacentro

Hoje, o grosso da receita obtida pela Twitter está vindo da exibição de anúncios ao usuário via celular e outros aparelhos móveis, e não da publicidade no site Twitter.

A Twitter Inc. está mostrando os primeiros sinais de sucesso na venda de publicidade em plataformas móveis, uma área que vem tirando o sono de empresas de internet – até de nomes como Facebook Inc. e Google Inc. Hoje, o grosso da receita obtida pela Twitter está vindo da exibição de anúncios ao usuário via celular e outros aparelhos móveis, e não da publicidade no site Twitter.com, disseram executivos da empresa. Um motivo crucial: quem vê um anúncio no Twitter via celular tem maior probabilidade de clicar na publicidade ou interagir com a peça de alguma outra forma. É assim que a Twitter é paga pelos anúncios.

Foi só em abril que a empresa, da Califórnia, passou formalmente a veicular anúncios por celular. Certas empresas que anunciam ainda não sabem dizer qual foi a eficácia das campanhas. Mas uma delas, a rede americana de restaurantes chineses P.F. Chang’s China Bistro Inc., está entre as que se dizem surpresas com a quantidade de gente que clica em anúncios na versão do Twitter para celular. A rede gastou US$ 25.000 no início do ano com uma promoção do Ano Novo Chinês para usuários do Twitter.

Na campanha, a P.F. Chang’s postava mensagens oferecendo mimos aos usuários do Twitter no celular ou no computador. Nos primeiros quatro dias da campanha, a P.F. Chang’s informa que cerca de 1 milhão de pessoas clicaram no anúncio no Twitter, o retuitou ou interagiu com a peça de alguma outra forma. Desse total, cerca de 70% estavam usando um aparelho móvel, não o computador. “Os resultados foram impressionantes”, diz Jason Miller, diretor de conteúdo digital da rede. A Twitter diz que a publicidade que veicula em plataformas móveis está dando resultado porque é fácil transformar qualquer mensagem no microblog em um anúncio.

Tanto no computador como em aparelhos móveis, o formato da publicidade veiculada no Twitter é o mesmo. E o anunciante paga o mesmo, não importa a plataforma. Na versão móvel de muitos serviços, incluindo o buscador Google, a publicidade custa menos, em parte porque o interesse de anunciantes é menor. Outra explicação para a maior interação com anúncios na versão do Twitter para plataformas móveis seria que os usuários do site usam mais esse tipo de aparelho. Cerca de 60% dos 140 milhões de usuários mensais da rede de microblogs acessam o serviço pelo celular ou por tablets. “Sabemos que é com aparelhos móveis que as pessoas entram no Twitter, que é onde estão em geral e que é aí que está o [dinheiro]”, disse Adam Bain, chefe de receita global da Twitter. A empresa não informa a receita publicitária. Mas a firma de pesquisa de mercado eMarketer Inc. espera que a Twitter fature US$ 259,9 milhões com publicidade este ano (em 2011, estimase que foram US$ 139,5 milhões).

A eMarketer e outros analistas não projetam separadamente o faturamento em plataformas móveis. É forte a expectativa entre investidores de que a Twitter, avaliada em cerca de US$ 8,4 bilhões, expandirá ainda mais a receita com publicidade até a abertura do capital, que segundo gente próxima à empresa deve ocorrer em um ano ou mais. O potencial geral de crescimento da publicidade em plataformas móveis é enorme – mas, para muitas empresas, difícil de materializar. O gasto com publicidade em celulares e tablets nos EUA somou US$ 1,6 bilhão em 2011 – cerca de 5% apenas do gasto total com publicidade, segundo o Interactive Advertising Bureau. Segundo estudos, a probabilidade de o consumidor notar um anúncio é maior no celular, em parte porque ainda é novidade.

Só que a tela pequena e a desconfiança dos anunciantes estão impedindo que os preços dos anúncios e os gastos em plataformas móveis subam. Executivos da Google já disseram que estão investindo para diminuir a diferença no preço cobrado pela publicidade em plataformas móveis e no computador. Há pouco, a Google tornou mais simples para mais de um milhão de anunciantes comprar espaço em todas as plataformas.

E em outubro, a empresa anunciou que logo estaria faturando US$ 2,5 bilhões ao ano com a exibição de publicidade em plataformas móveis. No ano passado, sua receita com publicidade foi de cerca de US$ 36,5 bilhões. A Facebook, que faturou US$ 3,15 bilhões com publicidade em 2011, mal começou a mexer com anúncios em aparelhos móveis, vendendo o que chama de “histórias patrocinadas”: ou seja, o anunciante paga à Facebook para repostar comentários positivos feitos por usuários sobre sua marca. A aposta na publicidade móvel é crucial, já que mais de metade dos 900 milhões de usuários do Facebook acessa o site via celular ou tablet.

No caso da Twitter, ainda há dúvida se sua operação de publicidade – criada há dois anos – um dia será tão grande quanto à das rivais Facebook e Google. A Twitter “ainda tem muito que crescer antes que a publicidade possa virar um grande negócio ali”, disse Debra Aho Williamson, analista da eMarketer. Publicado na Valor Econômico, em 02/07/2012.

 

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