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11 de julho de 2012

Conceito de inovação ainda é pouco compreendido

por innovacentro

Ao adotar tecnologia, novos processos e inserir modelos de negócio diferenciados é possível acelerar o crescimento da receita, tornar a companhia mais competitiva e conquistar clientes.

Ampliar a taxa de inovação é um grande desafio para empresas de pequeno e médio portes. Ao adotar tecnologia, novos processos e inserir modelos de negócio diferenciados é possível acelerar o crescimento da receita, tornar a companhia mais competitiva e conquistar clientes. A estratégia exige, no entanto, clareza sobre o processo de inovação.

Carlos Alberto dos Santos, diretor-técnico do Sebrae Nacional, explica que o empresário ainda enxerga a inovação como algo hightech, fora de seu alcance. “Confunde com invenção, desenvolvimento de produtos e compra de equipamentos caríssimos”, afirmou durante a XII Conferência Anpei de Inovação Tecnológica – evento realizado pela Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras entre 11 e 13 de junho, em Joinville (SC).

O entendimento de que “incrementar” é a forma mais rápida de inovar para quem busca destaque no mercado. O momento vivido pela economia brasileira é o ideal para arriscar. O avanço da classe C, com grande impacto no consumo, é um dos pontos que incentivam a gestão criativa, a oferta de serviços diferentes e o aprimoramento no atendimento a um público pouco acostumado, mas ávido, pelas compras. “O consumo da classe C está na casa do R$ 1 trilhão. Só com inovação é que os negócios de menor porte serão capazes de ampliar a participação no Produto Interno Bruto (PIB).”

A adoção de tecnologia e os investimentos em mecanização constam da lista de prioridades. Historicamente, o aumento da produtividade tem ocorrido pelo incremento tecnológico, seja a instalação de sistemas de informação ou pela compra de maquinário – com ganhos significativos na gestão e na produção. Basta observar a mudança nos modelos de vendas que surgiu com a internet, as redes sociais e sites de ofertas. “Na febre das compras coletivas, muitas empresas de pequeno porte conseguiram ampliar a clientela por oferecerem produtos e serviços a um público fora de seu radar. Para isso, tiveram de entrar no comércio eletrônico”, explica Santos.

Acompanhar os movimentos do segmento em que atua é outra arma para vencer a concorrência e evitar, até mesmo, a falência. Santos cita o modelo de negócios das lan houses e sugere como ele deve evoluir para não perder espaço em um ambiente cada vez mais povoado de computadores portáteis. “Estamos diante de uma revolução na infraestrutura, com o Plano Nacional de Banda Larga. As lan houses oferecem conexão rápida, um produto que estará na mão de muitos brasileiros.” Para acompanhar a mudança, será necessário oferecer de novos serviços, como educação a distância, pagamentos de contas, cursos, etc. “O cliente não vai sair de casa para checar o e-mail ou conversar com amigos pela internet. Fará isso com o celular. Mas pode encontrar colegas para uma aula de ensino a distância, fazer tarefas junto, estudar.”

Para ajudar as empresas de menor porte a desvendar a inovação e traçar suas estratégias, o Sebrae conta com o programa agentes locais de inovação (ALI). A iniciativa é uma parceria da entidade com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e oferece orientação profissional para avaliar o grau de inovação das empresas de pequeno porte e sugerir ações compatíveis com as necessidades de cada negócio. O atendimento é gratuito e o ALI está preparado para apoiar a implementação de ações, interagir com o empresário e, inclusive, auxiliá-lo no acesso às linhas de financiamento disponíveis.

Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) têm avançado no país, que conta com mais de 60 instrumentos de fomento. Em 2010, apenas o desembolso público em atividades de P&D somou R$ 23 bilhões. Entre as instituições com linhas especiais para financiar projetos de incremento tecnológico em pequenas e médias empresas estão o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A inovação também é estratégia de competitividade para fortalecer as cadeias produtivas e está entre os pilares do Programa Brasil Maior.

Luiz Carlos Ferreira, consultor do Sebrae em Rondônia, cita o programa da Finep para fomentar a inovação em seu estado. A agência governamental reservou R$ 2,3 milhões para aplicar em projetos do seu Estado. O desembolso será realizado sob o regime de subvenção econômica (investimento público não reembolsável) e trará mudanças significativas em empresas como a Vovó Edma Delícias, fabricante de bombons e doces regionais. Com apoio da Finep, a companhia vai mecanizar a produção e automatizar a produção dos doces. “O diferencial está no projeto para o desenvolvimento de uma máquina para introduzir o recheio durante a embalagem dos produtos”, conta Ferreira.

O processo é inovador na fabricação de doces e vai ampliar a produtividade, combinando tecnologia com melhor controle e aumento no prazo de validade.

Publicado no Valor Econômico, em 29/06/2012.

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