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29 de março de 2012

Reinventando as máquinas de venda automática .

por innovacentro

Por muito tempo um ícone cultural, a máquina de venda automática está desaparecendo da paisagem americana.

Os números são desanimadores:

As tradicionais máquinas de venda automática sumiram de 134.000 localidades de 2007 a 2010, de acordo com os dados mais recentes da Vending Times, uma publicação do setor. As vendas das máquinas automáticas caíram mais de 11% no mesmo período, ficando em US$ 42,2 bilhões.

Em meio às mudanças, um novo grupo de empreendedores está tentando montar uma nova indústria de máquinas de venda automática, equipando as máquinas com recursos de alta tecnologia, e enchendo-as com iscas vivas, medicamentos, eletrônicos e até mesmo peças de arte.

Máquinas que vendem produtos peculiares como esses correspondem, provavelmente, a menos de 5% do número total de máquinas de venda automática, mas isso não impediu os empreendedores de tentar.

Norman VanConia, morador de Morgantown, no Estado da Pensilvânia, ficou um tanto desconfiado quando viu pela primeira vez, em 2009, uma máquina automática de iscas vivas instalada em um posto de gasolina perto da sua casa. As minhocas — US$ 3,50 a dúzia e US$ 6 por 24 delas — estavam na segunda prateleira, acima dos peixinhos e abaixo das larvas de besouro.

Mas os suculentos bichinhos “estavam em boas condições, e eu os tenho usado desde então”, diz VanConia, observando que a máquina automática o poupa de uma viagem de 30 quilômetros até a loja de iscas.

A reação dele é típica, diz Gary Harsel, que fundou a PA Live Bait Vending, em Elverson, Pensilvânia, como um suplemento da sua loja de artigos de pesca. “No primeiro ano em que instalei as máquinas, [os clientes] não conseguiam entender o conceito”, diz Harsel. Ele vendeu a empresa para a Big Rock Sports LLC no verão passado, e hoje mais de 400 maquinas automáticas de venda de iscas vivas estão em operação.

Matt Kurtz, que faz a manutenção de 28 máquinas de iscas vivas na região, reveza os containeres com regularidade, permitindo que as minhocas se enterrem, e substitui a água para os peixinhos. Ele se preocupa principalmente com quedas de energia que desligam a refrigeração. Quando isso acontece, “as iscas escapam por entre os potes, e nós precisamos de um a dois meses de trabalho para recuperar o que foi perdido”, diz ele, acrescentando: “Você não imagina o cheiro”.

A InstyMeds Corp., sediada no Estado de Minnesota, fornece remédios prescritos nas suas máquinas, frequentemente instaladas em clínicas. As máquinas são conectadas eletronicamente ao sistema de computador de um médico. Elas validam a identidade de cada paciente e a receita médica usando um código único que o médico atribui ao paciente.

A InstyMeds — que precisa lidar com uma miscelânea de leis estatais, como rotulagem de medicamentos e requisitos para instalação de máquinas — tem 200 máquinas em 24 estados e já vendeu 1,5 milhão de remédios com receita desde que elas começaram a operar, em 2007.

Máquinas como as Redboxes, da Coinstar Inc., são suficientemente inteligentes para alugar DVDs. Em aeroportos, máquinas de venda automática com fones de ouvido e eletrônicos já são comuns.

Máquinas com opções inovadoras, como telas sensíveis ao toque, leitores que não requerem dinheiro e conexão sem fio, saem por US$ 500 a US$ 1.000 a mais do que o modelo padrão, que custa milhares de dólares. A Canteen Vending, sediada em Charlotte, na Carolina do Norte, tem mais de 100.000 máquinas. Cerca de 20.000 têm dispositivos que aceitam pagamento com cartão de crédito e estão prontas para aceitar pagamentos via smartphones.

O declínio da indústria reflete uma série de mudanças socioeconômicas. Os custos com alimentação e combustíveis aumentaram, mas consumidores estão relutantes em inserir notas maiores do que de US$ 1. Lanches rápidos e refrigerantes estão ameaçados por serem pouco saudáveis. Muita gente jovem não costuma usar dinheiro vivo, preferindo usar cartão de crédito, o que apenas as máquinas mais modernas aceitam.

Por outro lado, muitos operadores menores dizem que a necessidade de modernizar as máquinas pode ser inviável. Para aqueles que investiram em máquinas tradicionais de doces e salgadinhos, pagar por equipamento novo com leitores de cartão de crédito e telas de toque está fora da realidade.

“Isso é um investimento enorme”, diz Elliot Maras, editor da Automatic Merchandiser, uma publicação do setor. Cerca de 90% dos operadores de máquinas tradicionais têm menos de US$ 5 milhões de dólares em receita, segundo a revista.

Publicado no The Wall Street Journal em 22/03/2012 (por Emily Maltby)

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