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27 de março de 2012

Governo cobra mais inovação do setor privado

por innovacentro

Indústria investe 0,55% do PIB em inovação, enquanto o governo investe 0,61%

O governo espera que até 2015 os recursos investidos em inovação no Brasil sejam equivalentes entre o setor privado e o público. Atualmente, o governo investe mais, o equivalente a 0,61% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto a indústria investe 0,55% do PIB.

“A nossa política visa estimular os empresários para serem protagonistas no sistema de ciência e tecnologia”, disse nesta sexta-feira o ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, que participou de uma reunião com empresários na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em São Paulo.

Segundo ele, o governo incentivará o aumento do setor privado em inovação por meio de “isenções tributárias, exonerações de folha de pagamento e oferta de linhas decrédito favoráveis para as empresas desenvolverem sua capacitação interna”.

Em agosto do ano passado, o ministério e a CNI assinaram um memorando de entendimento para a implementação da Empresa Brasileira de Pesquisas Industriais (Embrapi), para promover a inovação do setor.

Até agora, três centros de pesquisa integram a Embrapi: o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e o centro de pesquisa do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) da Bahia.

“Queremos ampliar o número de envolvidos. Mas o objetivo não é criar novos institutos. Não é para fazer pesquisa livre, mas trabalhos que façam parte da pauta da indústria”, disse.

Apesar das cobranças, especialistas apontam que o Brasil será a bolsa da vez no quesito inovação. “Não há nada que possa segurar o Brasil agora”, disse Vivek Wadhwa, especialista em tecnologia e com cadeira cativa na Bloomberg TV, em entrevista a Época NEGÓCIOS. Ele afirma que o país tem recursos, uma população jovem e otimista. E o fato de sermos uma sociedade livre, afirmou, traz muitas vantagens que outros países não possuem. Para ele, só falta um pouco de espírito coletivo aos empreendedores brasileiros. “Basta só um grupo reduzido, menos de 20 pessoas, para fazer com que as coisas aconteçam”. 

Em 2011, a empresa que mais inovou, segundo o ranking “As empresas mais inovadoras do Brasil“, publicado por Época NEGÓCIOS, foi a Basf, seguida da Whirlpool e da IBM. Neste vídeo, o presidente da Basf na América Latina, Alfred Hackenberger, conta por que a empresa conquistou a liderança na premiação.

Publicado no site Época Negócios em 23/03/2012

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