Pular para o conteúdo

24 de janeiro de 2012

Crowdsourcing, o poder das multidões

por innovacentro

Muitos empresários ficam surpresos com a quantidade de informações que eles julgavam ser só suas, mas são públicas

Em abril passado, a Lego lançou uma plataforma mundial chamada Cuusoo – uma iniciativa de crowdsourcing. Nela, as pessoas postam suas criações para que todos possam ver e, se alguém conseguir mais de 10 mil seguidores, a empresa comercializa o produto e o inventor recebe royalties. A Lego percebeu que o crowdsourcing é pouco explorado e que existem pessoas inteligentes e criativas fora da organização que podem desenvolver novos produtos com maior rapidez e menor custo.

Por muito tempo, o crowdsourcing foi considerado apenas uma plataforma de tecnologia. Mas, com o crescimento da internet. o conceito se popularizou. Hoje, é normal o compartilhamento de qualquer assunto nas redes sociais e a obtenção de respostas em poucos minutos. Algumas empresas aproveitaram com sucesso o boom do crowdsourcing. A Netflix, por exemplo, investiu US$ 1 milhão para melhorar a maneira como recomenda filmes. A Cisco configurou o evento I-Prize, oferecendo US$ 250 mil como prêmio para quem identificasse uma nova oportunidade de negócios. Outro exemplo é a Innocentive, que criou uma plataforma para conectar empresas com a comunidade científica.

O IXL Center está também na vanguarda da utilização do crowdsourcing em instituições, empresas e organizações sem fins lucrativos graças a dois programas que se potencializaram na Hult International Business School: as Olimpíadas de Inovação e o Desafio Global Hult de Estudo de Caso. Ambos impulsionaram o potencial de estudantes de MBA ao redor do mundo. O primeiro auxilia as organizações a encontrar sua próxima oportunidade de crescimento e o segundo ajuda ONGs a fazer do mundo um lugar melhor para viver.

As Olimpíadas Hult de Inovação

Toda empresa tem o desafio de encontrar a próxima oportunidade de crescimento e descobrir o que está por vir. Organizações como Verizon, Johnson Controls, Philips, Levi’s, 3M, Lufthansa, Alibaba, Emirates NBD e as brasileiras Natura e JBS, por exemplo, escolheram os campi da Hult em Boston, San Francisco, Londres, Dubai e Xangai para colocar cinco equipes com cinco pessoas de diferentes formações para participar do desafio. Os alunos da Hult têm, em média, 27 anos. Representam mais de 60 países e carregam experiências profissionais em diversas indústrias.

Durante 45 dias, as cinco equipes competem para elaborar projetos que viabilizem um crescimento equivalente a US$ 1 bilhão no valor de mercado de suas respectivas empresas. Terminada a rodada, os projetos são apresentados aos diretores dessas empresas – que, normalmente, mostram-se surpresos com a quantidade de informações que pensavam ser somente suas, mas que são de domínio público. Eles também ficam admirados com a rapidez e facilidade com que os alunos criam soluções. Existe sempre uma equipe que chega a um conceito de negócio de maneira tão inovadora e fascinante que faz os executivos olharem ao seu redor e coçarem as cabeças com certa desconfiança. Em apenas seis semanas, as empresas obtêm cinco opções bem diferentes e de grande poder de desenvolvimento – projetadas por uma equipe de estudantes de MBA e com experiência na indústria – por uma fração do custo e do tempo como as da McKinsey ou BCG.

Desafio Global Hult 

“Como transformar suas boas intenções em mudanças reais?” propôs o ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, no final do Desafio Global Hult de Estudo de Caso 2011. A resposta foi dada por estudantes de escolas do mundo todo em uma competição baseada em crowdsourcing. Centenas de equipes de universidades de diversos países, incluindo 80 dos 100 melhores MBAs do mundo, desenvolveram planos de negócio para a Water.org, organização sem fins lucrativos focada na economia da água e do saneamento. A questão-chave era: “Como distribuir água e saneamento básico para 100 milhões de pessoas em cinco anos?”. A ideia vencedora propôs um plano de incentivo que financiaria o desenvolvimento, a fidelização e a manutenção de uma infraestrutura de água potável em países em desenvolvimento baseado na divulgação por celulares. Elaborada pela University of Cambridge, a proposta foi entregue à Water.org juntamente com um cheque de US$ 1 milhão assinado pela Hult International Business School. Para o evento de 2012, a HGCC ajudará mais três ONGs: Habitat for Humanity (habitação), Solar Aid (energia) e One Laptop per Child (educação), multiplicando por dez o impacto das ações.

Exemplos assim são insights de como diferentes organizações promovem o crowdsourcing para solucionar desafios sociais ou empresariais. Ainda que esses casos não resultem em soluções mais abrangentes, muitas empresas já alavancam novas ideias com pessoas criativas fora de seus quadros funcionais. O crowdsourcing é fácil de implementar, oferece resultados mais rápidos e baratos e pode gerar grandes impactos. Fica, então, uma questão remanescente: quais desafios você precisa de ajuda para resolver? Por que você não está utilizando o crowdsourcing? Por que você não tira vantagem de recursos externos, como programas de MBA, para obter inteligência, insights e novas ideias?

Publicado na Revista Amanhã, em 20/01/2012 (por Hitendra Patel)

Anúncios
Leia mais de Notícias

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Observação: HTML é permitido. Seu endereço de e-mail nunca será publicado.

Assinar os comentários

%d blogueiros gostam disto: