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23 de janeiro de 2012

Gestão do Barça pode auxiliar empresas a inovar

por innovacentro

Desde a final do Mundial de Clubes entre Santos e Barcelona, todos estão estupefatos com o a goleada da equipe espanhola sobre o representante do país do futebol. Copiar o Barcelona passou à ser questão fundamental. É possível que as teorias de gestão possam auxiliar a discussão em como enfrentar o Barça a partir de como as empresas desafiantes superam os líderes. Fazer o que tem dado certo para o time espanhol pode não ser a melhor opção.

As inovações do Barcelona
Barcelona mudou o jogo e o negócio do futebol. Em termos de jogo, a equipe apresenta elevado nível de desenvolvimento físico. Enquanto o time controla a bola e impõe seu jogo, o adversário corre atrás e se desgasta. Em termos técnicos, atingiu níveis recordes de eficácia em importantes fundamentos. O jogador Xavifez 110 passes no mundial e não errou nenhum. O time inovou no modelo de jogo, na movimentação e na concepção de participação, humildade e organização tática. Um jogo que prima pela repetição, onde quem é mais eficiente vence, ao invés do velho futebol do imponderável onde “tudo pode acontecer”. O jogo ficou menos randômico, mais previsível.

Para tanto, o clube desenvolveu três competências raras, valiosas e difíceis de imitar que geram vantagem competitiva para a equipe:
1) A capacidade de formação, atração, desenvolvimento e obtenção de desempenho coletivo de jogadores de alto nível;
2) A capacidade de defender a partir de pressão na saída de bola do adversário por meio de jogadores rápidos e bem preparados fisicamente;
3) A capacidade de reter a posse de bola, gerar diversas oportunidades e converter em gol.

Atualmente, o Barcelona joga um esporte e os demais times, outro. Não há o paradoxo do jogo bonito e resultados. Enquanto negócio, o clube desbravou novos mercados e consolidou-se como a marca de futebol de maior alcance e prestígio global.

Voltemos ao embate. Então, como vencê-los?

Ataque aos líderes
Nos últimos anos poucos times venceram o Barcelona. No mundo empresarial, também não é fácil desbancar os líderes. As pesquisas indicam que a probabilidade de uma empresa permanecer na liderança são maiores do que 90%. O líder tem recursos, escala e marca que tendem a mantê-lo nessa condição, se as regras e o campo de jogo forem mantidos. No entanto, como nos ensinam as empresas inovadoras, quando a lógica e as regras mudam, o líder tem menor responsividade.

Henry Ford desenvolveu a linha de montagem e transformou a indústria do automóvel com o modelo T. A GMassumiu a liderança de mercado, anos depois, redefinindo a forma de marketing da indústria com “um carro para cada perfil de cliente”. Anos mais tarde, os japoneses da Toyota desbancaram o líder baseados no modelo de produção enxuta, just in timelean. Em cada um desses momentos uma inovação colocou o desafiante à frente do jogo. A competição mais eficiente favorece o líder. A briga naquilo que o líder faz melhor, onde fica mais confortável, facilita o seu trabalho. Copiar o que o faz de melhor não vai ser eficaz. Muitas empresas realizaram benchmarking de seus concorrentes e não conseguiram suplantá-los.

As chances de supremacia aumentam ao inovar o jogo do adversário.

O caminho pela inovação
Com a consolidação do futebol como um negócio global, para suplantar a liderança do Barcelona serão necessárias inovações no jogo e no negócio. No que tange ao negócio, o desenvolvimento de mercados emergentes, a formação de alianças e a eficiente exploração de seus ativos são caminhos a serem perseguidos. Em termos de jogo, os desafiantes precisarão repensar a parte física e técnica, mas para vencer será preciso deslocar o Barça da situação de conforto criada por seu modelo de jogo. A bola aérea, o contra ataque, a velocidade e a forte marcação são algumas alternativas à serem avaliadas para um modelo de jogo inovador. Para superá-los será preciso uma concepção de jogo que inverta a equação de imposição colocada pelo clube catalão. Jogando no mesmo estilo, com as mesmas armas do líder, o desafio será ainda mais doloroso. As empresas sabem disso.

Publicado no Blog de Inovação 3M, em 19/01/2012 (por Maximiliano Carlomagno)

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