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26 de dezembro de 2011

As inovações e as decepções de 2011

por innovacentro

Final do ano normalmente é momento de refletir sobre o ano que se encerra e projetar o que se inicia. Aproveitando o período, vou fazer o mesmo em relação à inovação no mercado brasileiro, trazendo o que de mais importante aconteceu em 2011.

Tivemos inovações e fatos positivos que marcaram o ano.

Vamos começar pelos produtos que fizeram sucesso e tiveram um impacto positivo para as empresas. A grande estrela foram os tablets. Diversas marcas trouxeram ao nosso mercado uma nova categoria de produto que mistura entretenimento com mobilidade.

Além do lançamento do Ipad 2, tivemos em 2011 a consolidação de concorrentes de peso como os da Motorola e da Samsung. Sem contar com a enxurrada de tablets “genéricos” que trouxeram uma opção de baixo custo para consumidores menos exigentes.

Na mesma linha dos produtos eletrônicos, 2011 foi marcado pela entrada do Android em definitivo na guerra dos sistemas operacionais. Criticado e questionado em suas versões iniciais, a partir de fevereiro com a versão 2.1 e depois com a versão 3, o sistema operacional do robozinho ocupou seu espaço e já é líder de ativações no mundo.

Mais da metade dos telefones inteligentes utiliza o sistema operacional e com esse volume, outro negócio caminha junto: o Android Market.

Não posso deixar de falar de outras três inovações que tomaram o gosto dos brasileiros: rede social, vale-tudo e compras coletivas. Começando pelo Facebook, a rede conseguiu angariar usuários de outras redes além de muitos novos que antes não se aventuravam no mundo virtual.

Já o UFC transformou-se em um fenômeno esportivo esse ano, com direito a transmissão ao vivo em televisão aberta.

Finalmente, os sites de compras coletivas como Grupon e Peixe Urbano conseguiram combinar duas paixões dos brasileiros: rede social e descontos. Prova disso é que 1600 é o número estimado de sites desse gênero somente no Brasil. Resta saber quantos resistirão até o final de 2012.

Tivemos também grandes perdas e decepções. A morte de Steve Jobs em outubro levou um ícone da inovação para outro patamar.

Grande responsável pelo sucesso da empresa considerada a mais inovadora dos últimos anos, Jobs conseguiu com que sua gestão deixasse um legado de inovações que mudaram o mercado de tecnologia. Sem dúvida, sua capacidade de pensar e desenvolver coisas novas e de sucesso o coloca no topo das perdas para o mundo da gestão da inovação.

Falando em decepções, elejo duas em especial: o Google+ e a apatia da produtora da linha Blackberry. Tentando integrar uma rede social com um serviço de identificação, o Google+ foi uma grande aposta para ampliar a perspectiva das redes sociais tradicionais.

Com pouca adesão, entra na lista das apostas da empresa que não tiveram o retorno esperado. Outra grade decepção do ano é a falta de capacidade da RIM em atualizar seus produtos.

Até pouco tempo considerado o melhor produto para atividades profissionais, agora a empresa caminha para um futuro incerto. Como toda empresa inovadora, enfrenta o desafio de inovar de forma contínua e sustentada. 2012 dirá se irão superar esse desafio.

Publicado no Brasil Econômico em 23/12/2011 (por Felipe Scherer)

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