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2 de dezembro de 2011

EUA e Europa podem ‘reaprender’ a inovar com a crise

por innovacentro

Para o especialista canadense Min Basadur, a lição deve vir de emergentes como o Brasil e de empresas como a Apple e a 3M

Que uma grande crise pode representar uma grande oportunidade, todo mundo sabe. Mas a ideia do consultor canadense Min Basadur– criador do Processo Basadur de Criatividade Aplicada, Simplexity Thinking – é que a crise na Europa e EUA é, na verdade, uma chance de os países “reaprenderem” a inovar.“A última ocasião em que os EUA precisaram inovar em uma crise foi na II Guerra Mundial. Incrível como o país se uniu para desenvolver tanques, armas e navios quase de um dia para outro, porque eles eram necessários. A inovação que resultou daí sustentou o crescimento do país pelos 60 anos seguintes. Agora que o crescimento estancou, o que é necessário é um novo inimigo: a crise econômica”, disse Basadur em entrevista para a Época NEGÓCIOS.Na opinião do especialista, a inovação pode vir por meio da resolução de problemas como energia, mudanças climáticas, política de saúde pública, drogas, imigração e pobreza. O esforço para tanto, segundo Basadur, criaria milhões de empregos e a inovação suficiente para uma sociedade “feliz”. “Hoje, o americano está muito insatisfeito com a incapacidade do país de trabalhar como um time para resolver problemas tão importantes”, afirma.

Nesse sentido, EUA e Europa deveriam, para o especialista (quem diria) tirar lição de emergentes como o próprio Brasil, a Índia e a China, países que saíram da posição de patinho feio ao formular estratégias nacionais e lidar com problemas similares de forma engenhosa.

E para quem acha que santo de casa não pode fazer milagre, Basadur manda um recado: basta os Estados Unidos olharem para companhias norte-americanas como Apple e 3M. “A capacidade de inovação dessas empresas deve ser aplicada para o país e a sociedade como um todo.”

O raciocínio do especialista tem base na ideia de que a inovação é um processo que pode ser adotado por empresas de todos os tamanhos até mesmo por países. No caso, estamos falando do Simplexity Thinking, que se resume a quatro estágios: a busca de problemas, definição, resolução e implementação das soluções.

Até aí, realmente simples. Os problemas a serem atacados nesse processo, no entanto, costumam ser bem complexos na vida real: rentabilidade mais alta, incremento da produtividade, alto nível de satisfação dos clientes, alta qualidade, custos mais baixos, novos mercados, produtos ou serviços; maior eficiência, empregados mais motivados e conseguir a lealdade de clientes e funcionários. “É tão simples que muitas pessoas não entendem, porque esperam algo mais complicado quando se fala de uma cultura de inovação.”

A novidade, segundo o especialista, é o resultado, uma cultura de empregados mais motivados por poderem usar sua criatividade. Em outras palavras, a motivação não precede o pensamento inovador. “Na prática, motivação é o resultado de pensamento inovador. É o resultado de incentivar e engajar os empregados no uso de sua criatividade no trabalho. E não o contrário.”

 
Publicado na Revista Época Negócios em 01/12/2011 (por Daniela Almeida)
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