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18 de outubro de 2011

A marca pessoal de Steve Jobs

por innovacentro

Neste momento em que o mundo presta homenagens a Steve Jobs, em função da sua morte, gostaria de propor uma reflexão importante sobre algumas lições que sua vida nos deixou. Acredito que ele conseguiu o que tanto queria: fazer a diferença no mundo. Por isso, penso que devemos trazer à tona seus bons exemplos, a fim de que sirvam de inspiração para a nossa realização pessoal e profissional.

Um dos grandes feitos de Jobs foi criar uma marca pessoal e imprimi-la em seu trabalho. Se pensamos em Jobs e na Apple, não conseguimos identificar onde acaba um e começa o outro. É difícil fazer esta separação. Steve Jobs era a Apple e a Apple é Steve Jobs. Suas forças, valores e características se fundem, dificultando essa separação. Leander Kahney, autor do livro A cabeça de Steve Jobs, fala que “ele foi alguém que transformou os traços de sua personalidade em uma filosofia de negócios.” Numa análise aprofundada pode-se observar que um dos pontos fortes de Jobs, a busca pela excelência, é o segredo
por trás do notável design da Apple. Além disso, sua necessidade de “deixar uma marquinha no universo” e “tornar o mundo um lugar melhor” através do seu
trabalho ou dos produtos da sua empresa, revelava seu talento para a significância. Da mesma forma, sua imensa capacidade de foco, o fez atingir seus objetivos mais ambiciosos e ser capaz de transformar tecnologias
excessivamente complexas em “coisas simples”, o que é um dos lemas da Apple.

No entanto, o primeiro passo para que possamos criar uma marca pessoal, é investir no autoconhecimento. Jobs
sabia exatamente quais eram seus pontos fortes e seus pontos fracos, além de como utilizá-los da melhor forma.  No âmbito profissional, Jobs se concentrou nos seus pontos fortes. Na Apple, ele atuava diretamente nas áreas em que tinha maior capacidade, como o desenvolvimento de novos produtos, a supervisão de marketing e a apresentação desses produtos. Na Pixar, ele apenas se incumbia do papel de realizar os acordos comerciais, uma competência na qual era insuperável. A mensagem é clara: concentre-se naquilo que você é bom e delegue todo o resto! Kahney conta também que Jobs jamais interferiu na área de direção de filmes da Pixar, deixando essa tarefa com seus assessores altamente capacitados. Além disso, Jobs não gostava de negociações financeiras, deixando tudo a cargo do seu diretor financeiro. Da mesma forma, ele delegou durante anos o trabalho de diretor de
operações para o seu parceiro Tim Cook, o mesmo que assumiu seu lugar em agosto deste ano, quando Jobs se afastou definitivamente da empresa.

O segundo passo neste processo é seguir a sua paixão. Jobs adorava declarar que nós devemos fazer aquilo que
amamos. Ele descobriu a sua paixão e mergulhou fundo nela, sem medo. Em um discurso que fez para uma turma de formando na Universidade de Stanford, Jobs deu o seguinte conselho, quando falava sobre sua demissão da Apple em 1985: “Estou convencido que a única coisa que me fez seguir em frente foi que eu amava o que eu fazia. Você tem que encontrar aquilo que ama. E isso é tão
verdadeiro para o trabalho, quanto é para as pessoas que ama. Seu trabalho vai preencher boa parte da sua vida e a única maneira de estar verdadeiramente satisfeito é fazer o que acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de
fazer um ótimo trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não achou isso, continue procurando e não desista. Como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E como toda a grande relação, só tende a melhorar com o passar do tempo.” Jobs era realmente apaixonado pelo seu trabalho, da mesma forma que os clientes da Apple são apaixonados por ele e pela empresa.

O terceiro e o quarto passos para promover a nossa marca pessoal são utilizar uma linguagem positiva e mostrar como você podecontribuir com o mundo.  Steve Jobs era mestre nos dois. Como exemplo disso, podemos citar a campanha Pense Diferente, escolhida para reerguer a
Apple em 1997. Enquanto mostrava imagens de grandes destaques da humanidade como Gandhi, Martin Luther king, Picasso, entre outros, ouvia-se um texto,
originalmente lido por Jobs, que dizia assim: “Isso é para os loucos, os desajustados, os rebeldes, os encrenqueiros. As pecinhas redondas em buracos quadrados. Aqueles que vêem as coisas de maneira diferente. Eles não seguem as
regras e não respeitam os status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou difamá-los. Mas a única
coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles modificam coisas, eles empurram a raça humana para frente. E enquanto alguns os vêem como loucos, nós
os vemos como gênios. Porque as pessoas que são loucas o suficiente para achar que podem mudar o mundo, são as que realmente o fazem.”

Enfim, podemos dizer sem medo que Steve Jobs foi um dos gênios que ajudou a mudar o mundo, e que pode ajudar a mudar a relação que temos com nós mesmos e com o nosso trabalho através de seu exemplo. Aqueles que quiserem seguir seus passos e desenvolver uma marca pessoal e profissional invistam no autoconhecimento,
sigam a sua paixão, busquem usar uma linguagem positiva e descubram qual a melhor contribuição que podem dar ao mundo.

Publicado no Blog da Positiva, em 18/10/2011 (por Lívia Lopes Lucas)

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