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3 de outubro de 2011

Inovar com quais métricas? Nestlé e Samsung respondem

por innovacentro

É preciso haver conexão forte entre métricas e prêmios, além do reconhecimento, de especial importância para empresas que não têm fundos para compensar colaboradores

As métricas são importantes. Algumas empresas as usam demais, outras criaram padrões simplistas demais. E outras ainda pensaram que poderiam inovar sem métricas. Nenhuma dessas abordagens é útil. Precisa-se de métricas que verdadeiramente apoiem a cultura, a execução estratégica e os resultados necessários para sustentar a inovação.

Existem métricas de inovação aplicáveis a indivíduos, a equipes e à organização. Todas são importantes. As empresas precisam desenvolver metas qualificáveis e objetivas, e relacioná-las às métricas. Além disso, é preciso haver uma conexão forte entre métricas e premiações, além do reconhecimento que é de especial importância nos tempos difíceis em que as empresas não têm fundos para compensar adequadamente os colaboradores que se ocupam em resolver o problema do crescimento futuro.

Como pensam e agem as empresas vencedoras no campo das métricas de inovação? As métricas padrão podem ser chamadas de “métricas de atividade”. Na essência, são perguntas como estas: a atividade terminou no prazo e dentro do orçamento? As pessoas estão gastando tempo suficiente em inovação? Muito embora essas perguntas sejam relevantes, trata-se, na verdade, de medidas de atuação e não de resultados. Por sua vez, as empresas que têm experiência com o balanced scorecard ou com o strategy scorecard já deram os primeiros passos na implementação de métricas de inovação. Existe uma evolução natural do uso de um boletim de estratégia para o uso de boletins de inovação. Ambos relacionam iniciativas específicas sobre o desempenho da empresa e seu valor para os acionistas.

As empresas vencedoras também agem diferentemente no campo das métricas. Vão além das medidas fáceis, como o número de patentes. Os líderes pensam em criar menos métricas de inovação – e não mais. Observam medidas ligadas aos resultados que desejam – que são produtos, retornos, soluções. É difícil determiná-los nos estágios iniciais da inovação e portanto sua mensuração pode tornar-se difícil.

E quais são os resultados? Em um nível mais alto, relacionam-se com a fatia de mercado, valor da marca e índice de lembrança – tudo que se faz com inovação para que a marca da empresa seja a marca que o cliente quer comprar. Em outra dimensão, relaciona-se com os colaboradores. É preciso garantir que a empresa se torne um local de trabalho envolvente, que atraia os melhores no seu campo de atuação. A cadeia de valor também informa coisas importantes.  A empresa está-se tornando o parceiro preferencial no seu mercado? Essas medidas de alto nível almejam calcular o retorno para o investidor e o valor da empresa. Ou seja, tudo que a inovação faz e que contribua para as expectativas de crescimento – tanto da receita quanto do resultado financeiro.

Que empresas tiveram sucesso nesse esforço de inovação? A Nestlé, por exemplo, teve sucesso. Transformou metas elásticas de crescimento para cada unidade de negócios, dando a elas métricas próprias. Mais ainda, associou essas metas a equipes específicas com a responsabilidade de liderar novas iniciativas de crescimento; por sua vez, as métricas foram ligadas a premiação e reconhecimento para os membros que conseguissem levar adiante as melhores iniciativas de inovação.

A Samsung é exemplo de uma empresa que soube alavancar métricas já implantadas em seus esforços de Seis Sigma e programas associados para alcançar a meta de se tornar líder de inovação em eletrônicos de consumo pessoal. Ao alterar sua métrica de avaliação gerencial – de unidades vendidas para percentual da receita gerado por novos produtos –, a Samsung conseguiu efetivamente influenciar o comportamento em toda a empresa. Além disso, as melhores empresas procuram garantir que suas métricas para o sucesso estejam alinhadas com as métricas usadas por seus parceiros.

Assim sendo, que perguntas você precisa fazer para determinar as melhores métricas para sustentar a inovação? São elas:

  • As métricas são explícitas e estão explicitamente conectadas aos objetivos estratégicos da organização?
  • Medem a atuação de modo a inspirar a responsabilidade pessoal de investir tempo e dinheiro para buscar o sucesso da inovação?
  • As medidas de resultado estão bem calibradas? Medem os resultados estratégicos e o retorno aos acionistas?
  • Medem um processo em termos do valor que criam e da rapidez com que podem colocar bens e serviços no mercado?

Hitendra Patel – é diretor do Center for Innovation, Excellence and Leadership, em Cambridge (EUA), e autor do livro 101 Inovações Revolucionárias

Publicado na Revista Amanhã, em 30 de setembro de 2011

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